terça-feira, 13 de setembro de 2011

PROJETO INTERDISCIPLINAR - POLÍTICAS EDUCACIONAIS

Grupo EducAção

Integrantes: Carla Maria Queiroz de Araújo
Eduardo Ferreira de Moraes
Natalia Braga Pinheiro
Tracy Jayne Bassim Braga
Viviane da Silva Brito de Morais


No filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin, podemos perceber que a função do trabalhador era muito diferente em relação à mesma função nos dias de hoje. Naquela época, o trabalhador era treinado de forma intensa para exercer o máximo de seu potencial para produção em série, em linhas de montagem como vimos no filme, ou seja, uma forma de aumentar a produtividade do trabalho industrial. O interesse de reduzir custos, colocando o homem para trabalhar como uma máquina, sendo controlado e monitorado durante o seu tempo de trabalho. Cada homem produzindo tarefas específicas numa forma contínua e repetitiva, visto como uma máquina, sem direito a erros e a ter privacidade.

Esta forma de visualizar o trabalhador não estimula a liberdade e nem a iniciativa. Como vimos no filme, nem um almoço digno, com um descanso mínimo era permitido. O trabalhador era tratado igual a uma máquina até na hora de comer, como podemos observar o auxílio de uma máquina no ato da refeição.

Relacionando com os modelos de escola, o foco da escola Taylorista seria a formação mínima, ensino daquilo que será necessário apenas para executar uma ação. Já na visão Fordista seria o ensino de produção de massa em série, ou seja, ensinar a produzir diversas vezes o mesmo material, visando o objetivo quantitativo. Em ambos os modelos não há uma consciência crítica do que é estudado, mas uma repetição do que foi ensinado de maneira rígida; não possibilita uma análise elaborada de como alcançar maiores conhecimentos, que poderão ser aplicados no trabalho e na vida cotidiana.

Acreditamos que a visão da escola Taylorista e Fordista não atendem aos requisitos da sociedade da informação porque não oferecem uma vida humana digna para o trabalhador. As ferramentas desta informação deveriam melhorar o padrão de vida, oferecendo uma autonomia, liberdade e um pensamento crítico e diversificado.

Hoje, com as novas leis e criações de sindicatos, existe uma maior defesa para o trabalhador, indicando pisos salariais e jornadas de trabalho, melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores, além de cursos de qualificação para o crescimento profissional proporcionando a promoção do indivíduo dentro da empresa e da sociedade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PROJETO INTERDISCIPLINAR - POLÍTICAS EDUCACIONAIS


OS MODOS DE PRODUÇÃO E A SOCIEDADE DE INFORMAÇÃO





GRUPO: POLITICAMENTE CORRETAS


Integrantes: Alessandra Lima dos Santos


Ana Maria Avelino Freire


Carmem Élica da Silva Rios


Laís de Lima Nunes Magalhães


Regina Célia Coutinho Veneno


Suzana Queiroz de Araujo





INTRODUÇÃO

Muito se tem falado, hoje em dia, na Sociedade da Informação, e na sua irmã, a Globalização. Ambos os conceitos ainda não apresentam uma definição única e aceita por todos. São conceitos ainda em elaboração, podendo adquirir sentidos diversos dependendo do contexto em que são utilizados. Alguns aspectos, no entanto, já se encontram sedimentados.

A Sociedade da Informação representa um novo modelo de organização das sociedades no qual a informação, gerada pelos avanços tecnológicos e nas telecomunicações, tem papel preponderante atuando na criação de conhecimento e desempenhando papel fundamental na geração de riqueza, alterando profundamente as relações sociais, econômicas e políticas.

Tendo a Sociedade de Informação como referência, nota-se que as necessidades de qualificação profissional e acadêmica mudaram consideravelmente. Avalia-se que são elementos chaves do progresso das Sociedades de Informação: a informação tecnológica, o conhecimento científico e a criatividade, alterando o perfil dos profissionais que passam a ter que desenvolver competências e habilidades especiais fundamentais à sua participação produtiva nessa sociedade. São exigências atuais da Sociedade de Informação: uma formação ampla, especializada, espírito empreendedor e criativo (empreendorismo), atualização constante (empregabilidade), capacidade para resolução de problemas e realização de multitarefas, além do domínio de várias línguas estrangeiras.

Diante desse quadro, dois pólos distintos precisam ser avaliados: de um lado temos a Educação e de outro lado os Modos de Produção utilizados pelas empresas. As questões a serem discutidas referem-se a se a Educação atual possibilita a inserção dos jovens e adultos na sociedade de Informação e se os modos de produção utilizados pelas empresas estão adequados à Sociedade de Informação.

EDUCAÇÃO



As questões relativas à Educação na Sociedade de Informação são muitas, a maioria delas ainda sem consenso. Um aspecto onde há consenso refere-se à necessidade de inclusão digital de toda a população, uma vez que é condição indispensável para que a Sociedade de Informação avance que todos possam ter acesso às novas tecnologias. Neste aspecto, o Brasil encontra-se muito longe de alcançar o objetivo.
Outro aspecto muito discutido é o ensino profissionalizante. O Brasil, ao longo dos últimos anos, fez várias alterações no processo do ensino profissionalizante, como a obrigatoriedade do ensino fundamental, concomitante ou integradamente, com o ensino profissionalizante de nível médio; a criação dos cursos superiores sequenciais e a criação dos cursos superiores de tecnologia com perfil profissional estabelecido através de competências. Todas estas modificações visam formar cidadãos com capacidade para suprir as necessidades de mão de obra do País. Esse processo ainda está em curso, sem apresentar resultados práticos quantificáveis.



O Brasil encontra-se num estágio muito fraco em relação à educação em comparação com os demais países, não só na Taxa de Analfabetismo como também em relação à média de anos na escola, além de não atender às próprias necessidades de mão de obra. É muito importante que o país mantenha uma política voltada para a Educação visando alcançar os objetivos estabelecidos.



MODOS DE PRODUÇÃO




TAYLORISMO E FORDISMO




Frederick Taylor em seu livro "Princípios de Administração Científica" apresentou um conjunto de técnicas baseadas nos estudos de tempos, métodos e movimentos visando à racionalização do trabalho cujo objetivo principal era o aumento da eficiência ao nível operacional. Estabeleceu que os trabalhadores deveriam ser organizados de forma hierarquizada e sistematizada, e cada um desenvolvendo uma atividade específica no sistema produtivo da indústria. No Taylorismo o trabalhador é monitorado de forma a cumprir os tempos e movimentos estabelecidos para a sua atividade.



O Taylorismo é um modelo de produção que vem consolidar o processo capitalista onde o trabalhador perde a autonomia e a criatividade acentuando a dimensão negativa do trabalho. Consiste ainda na dissociação do processo de trabalho das especialidades dos trabalhadores, ou seja, o processo de trabalho deve ser independente do ofício, da tradição e dos conhecimentos dos trabalhadores, mais inteiramente dependente das políticas gerenciais. Taylor separa a concepção (cérebro, patrão) da execução (mãos, operários). Nega ao trabalhador qualquer manifestação criativa ou participação.

Como sujeitos deste processo, precisamos refletir sobre estas questões com um olhar crítico. Hoje na escola percebemos os reflexos do Taylorismo no tecnicismo, na fragmentação do ensino, na competição, na hierarquização, na organização do tempo das disciplinas. Estes critérios têm se mantido na escola com a finalidade de produzir mão de obra para a ideologia dominante formando pessoas que apoiem esta ideologia e sirvam a ela.

Não podemos esquecer que a educação para a modernidade precisa ser feita por pessoas que, na prática diária da cidadania, entendam o mundo em que vivem e suas alterações tecnológicas, entendam suas características pessoais que os humaniza e entendam as verdadeiras necessidades do povo.

A influência do Taylorismo na educação moderna gerou alguns problemas que precisam ser revistos. Para reverter este quadro, a escola precisa produzir sujeitos que saibam romper com este processo excludente de maneira consciente e reflexiva, em todas as estâncias em que participam, seja no seu espaço autônomo como nos sistemas educacionais que frequentam na busca da formação integral, recurso básico para o exercício da cidadania, livre da fragmentação da consciência, do indivíduo e da sociedade.

Henry Ford, pioneiro da indústria automobilística, dando prosseguimento à teoria de Taylor, desenvolveu um processo industrial, baseado na linha de montagem, visando gerar uma grande produção a ser consumida em massa. O Fordismo representa uma racionalização da produção capitalista baseada em inovações técnicas e organizacionais visando a produção e o consumo em massa. Um dos aperfeiçoamentos introduzidos foram as esteiras rolantes que movimentavam os veículos em montagem enquanto os trabalhadores permaneciam estáticos, introduzindo uma extrema divisão do trabalho cujo objetivo era a eliminação do movimento inútil.

Outra característica fundamental do Fordismo é a radical separação entre concepção e execução, onde poucos pensam e a maioria executa um trabalho fragmentado e simplificado, requerendo pouca formação e treinamento dos trabalhadores.

O Fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies.

Enquanto para os empresários o Fordismo foi positivo, para os trabalhadores ele gerou alguns problemas como, por exemplo, trabalho repetitivo e desgastante, além da falta de visão geral sobre todas as etapas de produção e baixa qualificação profissional. O sistema também se baseava no pagamento de baixos salários como forma de reduzir custos de produção.

O filme "Tempos Modernos", de Charles Chaplin (1936) faz uma crítica contundente ao Taylorismo/Fordismo. O filme apresenta as principais caraterísticas desse modelo de produção como:





  • A esteira rolante que impõe o rítmo de trabalho;


  • A divisão extrema do trabalho com cada trabalhador executando um único movimento repetitivamente;


  • A tentativa de eliminação do movimento inútil representada pela "sopeira automática" destinada a abreviar o tempo de lanche, que para o industrial é considerado um tempo morto, não produtivo e


  • O monitoramento constante do trabalhador, através das telas virtuais, que atinge o trabalhador não somente na linha de produção, mais também em seus momentos de privacidade.




Depois de apresentar o trabalhador exposto a todas essas situações, o personagem principal tem um surto nervoso evidenciando o caráter estressante e desumano desse tipo de trabalho onde é subtraída do trabalhador sua dimensão humana. O trabalhador é visto como uma máquina, uma peça da engrenagem e Charles Chaplin evidencia isso na célebre cena em que o trabalhador é literalmente engolido pela máquina.

Outro aspecto interessante do filme é a utilização do "vagabundo" (The tramp) como personagem principal porque demonstra que o Fordismo requer pouca formação educacional e quase nenhum treinamento dos trabalhadores, possibilitando uma fácil substituição da mão de obra.

O sistema de produção Taylorista/Fordista não atende e nem tem possibilidade de vir a atender aos requisitos da Sociedade de Informação porque implica em características opostas àquelas da Sociedade de Informação. O Taylorismo/Fordismo preconiza um trabalhador com um nível de escolaridade mínima, subalterno, passivo e desencorajado a tomar iniciativas. Além disso, pela padronização do trabalho, trata os indivíduos como um grupo, não reconhecendo variação entre eles e impossibilitando a identificação de possíveis líderes.

No Brasil ainda encontramos empresas, principalmente na agricultura e na construção civil, que operam utilizando características do Fordismo, como a divisão do trabalho, a separação entre elaboração/controle e execução e exigindo uma escolaridade mínima dos trabalhadores. São empresas que se encontram na contra mão da modernidade, mais, ao mesmo tempo, correspondem a uma necessidade do País, já que o nível de escolaridade dos trabalhadores ainda é muito baixo. A existência dessas empresas garantem um menor nível de desemprego no País.

TOYOTISMO E VOLVISMO



O Toyotismo é um sistema de organização, criado no Japão pelo engenheiro japonês Tauchi, voltado para a produção de mercadorias e aplicado na fábrica da Toyota.



São características do Toyotismo:





  • Mão de obra multifuncional e bem qualificada. Os trabalhadores são educados, treinados e qualificados para conhecer todos os processo de produção, podendo atuar em várias áreas do sistema produtivo da empresa, na contra mão do Fordismo que preconiza funções únicas e restritas. Para atingir essa multifuncionalidde os japoneses investiram na educação e qualificação dos trabalhadores;


  • Sistema flexível de mecanização, voltado para a produção somente do necessário, evitando ao máximo o excedente. A produção deve ser ajustada à demanda do mercado, contrariando o Fordismo que defendia a produção em massa;


  • Uso de controle visual em todas as etapas de produção como forma de acompanhar e controlar o processo produtivo;


  • Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas de produção., Além da alta qualidade dos produtos, busca-se evitar ao máximo o desperdício de matérias-primas e tempo. No Fordismo de produção em massa o controle de qualidade é realizado por amostragem;


  • Aplicação do sistema Just in Time, ou seja, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária;


  • Uso de pesquisas de mercado para adaptar os produtos às exigências dos cliente. Absolutamente oposto ao Fordismo da produção em massa.


O Volvismo é originário da fábrica Volvo, na Suécia, na década de 60. A indústria sueca tinha características marcantes como o altíssimo nível de informatização, mão de obra altamente qualificada e a presença atuante de organismo de defesa dos trabalhadores. Essas características fizeram com que, no Volvismo, a participação dos trabalhadores fosse ainda maior do que no Toyotismo. É o trabalhador quem determina o rítmo das máquinas, conhece as etapas de produção, é constantemente reciclado (empregabilidade) e participa nas decisões sobre o processo de montagem da fábrica (empreendedorismo).



Pelas características do Toyotismo e do Volvismo pode-se claramente identificá-los como modos de produção mais próximos das necessidades da Sociedade deInformação. Exigem um nivel de escolaridade muito maior do que outros sistemas de produção, cada trabalhador desempenha múltiplas tarefas, com pensamento crítico e algum grau de decisão e a valorização do trabalho e a premiação por méritos são práticas desenvolvidas por estes sistemas tornando o trabalho adequado para um ser humano autônomo, maduro e emancipado.

Entretanto, não se pode deixar de avaliar até que ponto essa emancipação e autonomia poderão se desenvolver na prática, dentro de uma empresa. Se por um lado o empresário deseja trabalhadores capazes de capacidade crítica em relação ao trabalho desenvolvido, gerando mais lucros para a empresa, por outro lado essa mesma capacidade crítica pode provocar reivindicações econômicas, sociais e políticas, que ultrapassem a disposição dos empresários.

Outro aspecto em relação ao Toyotismo/Volvismo é que ele implica em um menor número de trabalhadores com salários maiores e escolaridade muito alta, o que pode não ser a melhor opção, dependendo do desenvolvimento do País. No Brasil, dado a baixa escolaridade dos trabalhadores de um modo geral, esse sistema de produção não pode ser desenvolvido em larga escala porque implicaria na necessidade de importação de mão de obra (processo que geraria novos problemas) e, internamente, provocaria um nível de desemprego muito grande.

Nesse contexto cabe reafirmar a necessidade de políticas públicas educacionais que, efetivamente, contribuam para a educação unitária, não mais dual, voltada para a formação do cidadão autônomo e emancipado.

domingo, 11 de setembro de 2011

A Educação Tecnicista X Formação Humana


As tendências pedagógicas acompanham o próprio desenvolvimento da sociedade em cada momento histórico. A educação, como princípio educativo e orientador da vida humana, está atrelada aos aspectos sociais, políticos e econômicos que regem a sociedade.










O modo de organização do processo produtivo defendido por Ford provocou profundas mudanças com a criação da esteiras de produção. O operário passou a ficar fixo num determinado ponto, executando uma tarefa repetidamente enquanto o "produto" se movia através da esteira.
O trabalhador não via mais o resultado completo, tornando-se apenas uma parte de um todo.
Com a mecanização de Taylor o trabalhador passou a utilizar cada vez menos sua capacidade criativa e reflexiva, pois o saber estava cada vez mais fragmentado.






Na Pedagogia Tecnicista, apoiada na teoria comportamental de Skinner, o ensino é planejado como uma organização racional, que rejeita interferências subjetivas para não "comprometer a eficiência do trabalho". O ensino é voltado para a repetição de conteúdos e desenvolvimento de habilidades simples, que não vão além daquilo que a máquina requer.






As escolas Taylorista e Fordista não atendem aos requisitos da sociedade da informação porque não contribui para o desenvolvimento do censo crític
o assim como não estimula a busca de novos conhecimentos. No mundo globalizado é cada vez mais importante "sair da caverna" como dizia Platão, visando ultrapassar aquilo que é aparente. A sociedade da informação demanda indivíduos autônomos, criativos e críticos, características indesejáveis e consideradas até subversivas no Taylorismo e no Fordismo.




Não podemos esquecer que a função primordial da escola é a formação humana que possibilite ao individuo refletir, compreender e discernir som a obrigação de adaptar-se à ordem estabelecida pelos meios de produção.
Os processo de ensino aprendizagem devem contribuir efetivamente como facilitador capaz de levar o aluno a se apropriar da cultura e construir sua identidade.







A educação deve ser voltada para a formação humana, um ensino que não seja meramente adaptativo, mas que contribua para o desenvolvimento de capacidades. Uma política de formação que não seja resumida ao domínio de habilidades motoras para o exercício de tarefas mecânicas e repetitivas.
A escola do futuro deve ser principalmente um produto dos conhecimentos científicos e tecnológicos que valorize a criatividade mais do que as habilidades motoras, que são simples repostas a um processo determinado pela máquina.







Grupo: Educar para Mudar
Disciplina: Políticas Educacionais
Componentes:
Ana Claudia Fontinele Mumme
Edmara Fonseca da Silva
José Luiz Gasiglia Junior
Vivian Pereira Novaes

Projeto Interdisciplinar de Políticas Educacionais – 2º Período de Pedagogia

Grupo Inovar-Integrantes: Fábio Henrique Teixeira Leandro (P00909) e Vera Ely Almeida Gomes (P00902)

Taylorismo, também conhecido como organização científica do trabalho, consiste no aumento da produtividade através subdivisão do trabalho onde, utilizando medições científicas, baseia-se na criação de um método de racionalização das atribuições funcionais com a elaboração de tempos-padrão para execução das tarefas.

Já o Fordismo representou a evolução do Taylorismo, utilizando-se dos argumentos de Frederick Taylor, Henry Ford desenvolveu a primeira linha de produção no mundo em sua indústria automobilística, com o objetivo de baratear os custos de produção e tornar seu produto mais acessível à população. Nesta linha de produção, mantinha-se a idéia de Taylor da subdivisão de tarefas, mas recebia algo novo, pois, com a linha de produção, o trabalho chega até o operário ao invés do mesmo ir busca-lo, aumentando, assim, as horas produtivas. Com sua automação rígida, viabilizada pelas escalas rigorosas de trabalho, atingia-se a maximização da produção com a estocagem do excedente. Os dois modelos, o Taylorista e o Fordista, caracterizam-se pelo aumento da produtividade apenas satisfazendo às necessidades básicas do operário (satirizado no filme de Charles Chaplin – Tempos Modernos), sendo este um instrumento necessário apenas na execução daquela tarefa específica, provocando seu desconhecimento das demais etapas do processo.

Mais tarde, ao analisarmos o Japão no final da segunda guerra mundial, vivendo um período de a necessidade de reconstrução, conheceremos o que veria a ser chamado de Toyotismo. Uma evolução do sistema produtivo proposto, com algumas idéias contrárias aos princípios fordistas que predominava o setor produtivo até então. Este sistema, com investimento em educação e qualificação profissional, possibilitou a formação da multifuncionalização da mão-de-obra e a flexibilização da mecanização (opostos ao pensamento Fordista). Outros aspectos desta evolução do sistema produtivo foi o controle das etapas de produção e qualidade, o Just in time, conceito relacionado à produção por demanda, e a personalização dos produtos. Este último fortalece o consumidor na cadeia de suprimentos de tal forma que não basta apenas produzir, mas produzir atendendo-o plenamente na sua satisfação (mola-mestra que impulsiona a produção mundial).

Com o advento da internet, o mundo sofre um brusco processo de democratização da informação que torna obrigatória a inserção do individuo na era digital para que o mesmo possa acompanhar o dinamismo de uma sociedade que se forma com uma nova tendência: a tendência da tecnologia da informação (texto: sociedade da informação e seus desafios. - http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a09v29n2.pdf). Analisando este novo contexto, cremos que as escolas tayloristas e fordistas não atendem esta nova realidade social como um todo, pois são limitadoras do homem, enquanto membro de um processo produtivo. Desta forma, entendemos que a organização científica do trabalho e a necessidade da produção em escala, legado dos modelos tayloristas e fordistas, ainda estão presentes na base produtiva mundial, mas receberam contribuições que mudaram o perfil do proletariado cujas necessidades vão além daquelas previstas nas duas escolas. Hoje, a formação do indivíduo mais crítico e atento às mudanças proporcionadas pelo dinamismo social fomentado pela acessibilidade, qualidade e velocidade das informações, remete à inovação japonesa de flexibilidade e multifuncionalidade, inicialmente introduzida num pequeno processo fabril que mudou o mundo e configura, com algumas adaptações, uma tendência mundial de digitalização social de limites ainda desconhecidos.

PROJETO INTERDISCIPLINAR - POLÍTICAS EDUCACIONAIS

Grupo Educação para Todos

Ana Paula Bernardo Nogueira
Camila Brasil Paschoal de Araújo
Cínthia  Martins Nolasco
Flaviane de Souza Mendes
Ursula Braga Semeão da Silva
Vera Maria Tavares Parente

O Taylorismo e o Fordismo tiveram início no séc. XX e provocaram mudanças no ambiente industrial. Estes dois sistemas visavam à racionalização extrema da produção e por conseqüência: o lucro. O Taylorismo foi desenvolvido pelo engenheiro mecânico, Frederick Winslow Taylor, e consistia em uma série de métodos para a produção industrial. Na qual um funcionário deveria apenas exercer sua função em um pequeno espaço de tempo, não havendo a necessidade de conhecimento da forma como se chegava ao resultado final. Desta forma o conhecimento do processo produtivo era de responsabilidade exclusiva do gerente, que também fiscalizava o tempo destinado a cada etapa de produção. Nesta mesma linha de pensamento surgiu o Fordismo, desenvolvido por Henry Ford, cuja principal característica era a introdução das linhas de montagem, na qual cada operário ficava em um determinado local realizando uma tarefa especifica, enquanto o produto fabricado se deslocava para o interior da fábrica em uma espécie de esteira.
Estes dois métodos visavam uma produção grande em um curto espaço de tempo maximizando os lucros. Atualmente a educação profissional ainda apresenta traços dos métodos supra citados, já que a qualificação profissional do individuo fica menos dispendiosa quando feita sobre este moldes. Podemos ilustrar esta questão de forma clara quando analisamos o filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin, a película é uma sátira perfeita do assunto. Conta a história de um operário empregado de uma grande fábrica. Esse operário desempenha o trabalho repetitivo de apertar parafusos. De tanto apertar parafusos, o rapaz tem problemas de stress e, estafado, perde a razão de tal forma que pensa que deve apertar tudo o que se parece com parafusos, como os botões de uma blusa, por exemplo. Ele é despedido e, logo em seguida, internado em um hospital. Após ficar algum tempo internado, sai de lá recuperado, mas com a eterna ameaça de estafa que a vida moderna impõe: a correria diária, a poluição sonora, as confusões entre as pessoas, os congestionamentos, as multidões nas ruas, o desemprego, a fome, a miséria.
Nos dias de hoje não podemos concordar com este tipo de educação que atrofia o pensamento do individuo, o papel da escola na sociedade da informação é ensinar sobre cidadania, ética, propriedade intelectual, reparando jovens adaptáveis e criativos que lidem com as informações de forma rápida e natural. Formar cidadãos éticos para o mercado de trabalho é uma das principais necessidades atuais.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PROJETO INTERDISCIPLINAR - POLÍTICAS EDUCACIONAIS


Baseado no conteúdo da aula 6 do caderno do estudos e no filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin http://www.youtube.com/watch?v=XFXg7nEa7vQ

Compare a escola oriunda do sistema Taylorista e Fordista com a escola da sociedade da informação. Ao fazer essa comparação reflita e responda os questionamentos abaixo:
Vocês acreditam que a escola Taylorista e Fordista atendem aos requisitos da sociedade da informação? Justifique.
Existem possibilidades de ela vir a atender? Sim ou não. Justifique.
Considere os dois modelos de escola que vocês considerariam para uma política de formação que atendesse não só o comportamento, mas também o pensamento crítico, ou seja, um ser humano autônomo, maduro e emancipado.
Disponibilize no blog um texto com introdução, desenvolvimento e conclusão ou grave um vídeo explanando o projeto.
Bom trabalho!
Tutoria da Graduação

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

TRABALHO INTERDISCIPLINAR EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE

Grupo de Apoio Pedagógico

Componentes:
Fatima Alessandra Borges Piemonte
Margareth Clementino
Maria Aparecida da Silva Nascimento

Jogo Educativo para crianças a partir de 8 anos

Objetivo:
*Estimular o desenvolvimento motor com base nos movimentos inatos.
*Promover a criatividade quanto à busca de materiais alternativos.
*Contribuir quanto à participação de crianças em jogos coletivos com ação (desde que colocados no plano educacional) direta para a promoçao/vivências no que tange a interação social.
*Busca ampliar a tomada de consciência do valor, que envolve o Ecossistema como um todo, e sua preservação. Estendendo sua defesa mediante as propostas alheais a sua sobrevivência.

Passo a Passo:
- Trabalhando com seis crianças e uma setima que fiscalizará o jogo, assim como os resultados e as somas dos pontos.



- Com seis garrafas pets o organizador irá colocar dentro dessas garrafas, perguntas sobre Ecossistema.






Regras:
- Com uma bola de meia, cada integrante do grupo (3) escolherá uma garrafa pet e acertará com a bola de meia. Serão duas chances para cada jogador.
- Após acertar a garrafa o jogador terá de responder a pergunta que esta dentro da garrafa, acertando receberá 2 pontos, um por ter acertado a garrafa e outro por ter acertado a pergunta.
- A equipe que tiver o maior número de acertos será a equipe vencedora.
- Cabe acrescentar que todos os participantes terão que levar uma semente de arvore/muda e a equipe derrotada terá a responsabilidade de planatar as sementes/mudas com a companhia dos vencedores, as sementes/mudas deverão estar de acordo com a região/espaço que forem plantadas.